CIDADE MARAVILHOSA: UM RIO INVISÍVEL

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FOTO: Melissa Isadora     LOCAL: Praça Saiqui, Rio de Janeiro – RJ

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LANÇAMENTO: LIVRO “PAPO DE PUTA – CONVERSAS COM PROSTITUTAS NA NOITE CARIOCA

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ARTE DA CAPA: Pablo Pinheiro

Respeito muito a Sexta-feira Santa, mas sexta se tornou o “Dia Oficial de divulgação do “Papo de Puta” #👠📖✌🏽🤘🏽✊🏽

 

“VOCÊ FAZ PROGRAMAS PELO DINHEIRO OU PELO PRAZER? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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VALESCA – Eu acho que eu faço pelas duas coisas. Eu gosto muito quando os caras chupam meu pau pra eu gozar. Gosto de ver como muito homem que parece machão me come e continua se achando macho…eles não são tão machos. Pra mim quem gosta de viado também é viado. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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SÉRIO? VOCÊ ACHA ISSO MESMO? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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VALESCA – Acho sim, sabe porque? Eu vou te fazer uma pergunta. Você acha o meu corpo bonito? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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SIM, MUITO!! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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VALESCA – Se a gente não estivesse nessa entrevista e eu te pedisse agora pra chupar o meu pau porque isso me deixa maluca e eu gozo muito você chuparia? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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NÃO!! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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VALESCA – Sabe porque? Porque tu não é viado!! Homem que é homem mesmo nem olha pra travesti. Pode ser a travesti mais montada do mundo, a mais bonita do mundo, homem que gosta de boceta não olha!! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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E VOCÊ, JÁ GOSTOU DE BOCETA UM DIA NA VIDA? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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VALESCA – Cruz Credo menino, óbvio que não!! Desde pequena eu já olhava pros meninos, pegava na rola, chupava eles quando brincava de esconder. Eu tenho muito nojo de boceta” Trecho do livro “PAPO DE PUTA” – Disponível para o KINDLE e em breve em versão impressa. ⠀

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TRAJÉDIA FOUCALTIANA

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ARTE: @desenhosdonando

    Tenho escrito pouco por aqui. Alguns dos que seguem meu Blog, Instagram e outras redes sociais e gostam de meus textos tem feito mensagens pedindo para enviar algo novo, uns me pedem até vídeos, algo que tenho amadurecido. Mas no mundo real, é preciso bem mais tempo para além do que o trabalho, necessário para alimentar nossas bocas, nos rouba.

    Falando em mundo real, venho aqui falar um pouco sobre a trajédia ocorrida há pouco mais de uma semana no Rio de Janeiro, quando o carro de uma família foi atacado por 80 tiros. Repito “ATACADO”, com letras garrafais, porque não vejo outra palavra melhor cabível. A situação com esta família, que desta vez não desceu à cova de maneira imposta, fez com que os sobreviventes tenham um novo fardo: de carregar um trauma diário até o dia em que venham fechar os olhos e ter finalmente a paz que todo carioca anseia. Uma paz que dá até direito à sonhada casa própria, que como disse a escritora e poetisa Carolina Maria de Jesus “é a tumba do pobre”.

    Este texto não busca apontar culpados, mas a questão é que, responsáveis existem e um inocente foi brutalmente assassinado por um dos braços mais fortes do país. Uma pátria que acredita que este mesmo braço do Estado pode trazer a bonanza. O falecido músico e letrista Marcelo Yuka, disse certa vez que os que estão matando, fazem o que fazem “com a absoluta certeza de que não vai dar em nada. Chegam como se estivessem indo fazer um serviço qualquer, com pressa para ir embora e retomar outros afazeres, porque eles estão atingindo um grupo de pessoas matáveis”.

    Tenho certeza que, alguns dos dedos que calcaram as teclas dos gatilhos que cuspiram “80 balas” naquele homem, eram dedos de pessoas jovens, que até alguns meses atrás, eram vistos por alguns que usam a mesma farda como matáveis. Pessoas que nunca tiveram acesso a praticamente nada, tendo uma réles fração do básico para sobreviver, mas que ao colocarem uma farda e terem o direito de portar uma arma, acham que podem tirar vidas, ou até negociá-las, como diz Luiz Eduardo Soares. Pessoas que acham ter um poder que não existe, mas que se torna à eles paupável, quando são defendidos em massa pelos atos que cometem. Defendidos pela sociedade, defendidos por algumas famílias e defendidos dentro dos quartéis que deveriam lhes formar militares, mas muito mais desconstroem alguns como seres humanos.

    Fui aluno de uma escola de formação militar por um ano em minha juventude. Um tempo em que individualmente amadureci demais para algumas coisas, mas quase não me lembro do período por ter sido algo muito mais negativo do que o oposto para mim. Contudo, duas coisas são muito presentes em minha memória. A primeira veio no dia em que fiz minha primeira refeição e observei um barata embaixo do hamburguer que tinha no prato. Até hoje lembro a perfeição em que o inseto estava alocado entre o arroz e o pedaço de carne processada. Trabalhei em cozinha na força armada e ainda faço trabalhos esporádicos na área e sei que aquilo não foi um acidente no preparo, mas sim uma falta de respeito comigo e com todos os outros alunos recém-chegados. A segunda situação ocorreu em menos de uma semana após ali chegarmos e começarmos a realizar o chamado “adestramento militar”. Foi a primeira vez em que ouvi que “nós, militares, éramos superiores ao paisano” e que “o paisano não era nada”.

      Ouvi isso não só de um intrutor, mas de muitos instrutores. Os responsáveis pelo crime contra esta família irão pagar…Já estão pagando. Não existe nada no seio das forças armadas que funcione melhor do que o que Foucalt chamava de “sistema binário de punição x gratificação”. No entanto, não é necessário cavar um buraco tão fundo para entender que, a cada dia em que colocarmos força avante na roda da violência e não mudarmos nossas atitudes no trato com as nossas crianças e jovens é o mesmo que enterrarmos nosso ódio e deixarmos a cova aberta. E até depositarmos o último grão de terra em nossos sepulcros, serão muitas as tempestades, os desabamentos e as balas a matarem um país.

 

 

 

 

CAMINHOS QUE FALAM

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FOTO: Renato Gomes by Instagram

Toda criança tem devaneios e eu também tive. Mas me lembro de algo interessante para além de achar que todo japonês lutava karatê, de que a data do meu aniversário era escolhida todo ano pelos meus pais e policiais não podiam fumar.
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Me lembro que achava estranho ir visitar minha família em Nilópolis, na Baixada Flumimense, no Rio de Janeiro e observar a quantidade de gente preta nas ruas. Para mim, uma criança que já estudava história e era muita antenado, Nilópolis era como se tivesse sido um antigo Quilombo, ou uma das últimos locais de resistência negra. Aquilo me empolgava.
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Mais tarde, já um pouco maior e percorrendo a cidade com meu pai, que era motorista, percebi que a Zona Sul era mais “branca” e mais “arrumadinha” do que a Baixada. Com o passar do tempo entendi que um dos fatores que fazem com que a Baixada seja uma opção para ser habitada é o baixo custo da terra que quase não tem o que a geografia chama de “amenidades”, e que na zona sul tem de sobra.
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Enfim, com tempo percebi que, a coisa mais democrática que temos no Brasil é a violência. Desumanidade que nos atinge no fato de se ter pouco ou nada para pôr à mesa, de sair na rua e o retorno para casa, ser uma incerteza, de levar um, dois, três ou oitenta tiros que não foram falta de destreza, mas que são frutos de tristezas que hoje movem a sociedade brasileira. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Frutos do medo e ódio que, para além de terminar amizades, destroem famílias. Na Baixada, nas zonas norte e oeste e nas favelas, os endereços são certos para “balas perdidas”, a cor dos mortos é a mesma para uma maioria e infelizmente, não existem horários para se acabar com vidas ✊🏽 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

 

 

 

 

PAPO DE PUTA: EBOOK KINDLE

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ARTE: Pablo Pinheiro

SEXTA. Dia de divulgar o livro “PAPO DE PUTA: CONVERSAS COM PROSTITUTAS NA NOITE CARIOCA. Hoje tem um bônus para vocês. Segue abaixo uma entrevista inteira. Aproveitem! Disponível para o Kindle 👠📖✌🏽🤘🏽✊🏽 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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“OLÁ! COMO E QUANDO FOI QUE VOCÊ COMEÇOU A FAZER PROGRAMAS? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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LILIE – Tem mais ou menos uns cinco anos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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E ALGO MUDOU DESSE TEMPO PRA CÁ? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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LILIE – Ahhh muita coisa!! Antes eu trabalhava pra uma sapatão que era minha cafetina, agora eu trabalho pra mim mesma já faz um tempo. Outra coisa que mudou foi eu mesma, o meu corpo que não é mais o mesmo como tu pode ver. Pô tu me conhece aqui da área né? Eu agora tô muito mais feminina, eu tô até “castrada” (Disse isso e explodiu numa gargalhada). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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ENTÃO VOCÊ FEZ UMA CIRURGIA? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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LILIE – Fiz. Uma cirurgia não, eu fiz algumas!! Já faz uns meses que eu fiz a última. É até por isso que eu tinha dado uma sumida aqui da área. Mas agora eu tô devolta mais poderosa do que nunca. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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ALGUMA COISA MUDOU TAMBÉM EM RELAÇÃO À CLIENTELA PÓS-CIRURGIA? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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LILIE – Ahh claro!! Os olhares aumentaram, o assédio quando vou no mercado, na farmácia, na praia. E os clientes na pista tem me abordado bem mais do que antes. Olha só o tamanho das minhas teta, olha o tamanho da minha bunda!! Homem safado gosta é disso!! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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E ONDE VOCÊ FAZ SEUS PROGRAMAS? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
LILIE – Geralmente em algum hotel daqui da área mesmo ou vou na casa da pessoa. Porque eu trabalho na rua, você sabe disso, e depois de desenrolar no carro a gente parte pra alguns desses
lugares que te falei. No meu apartamento eu não faço programa nem fodendo!! ⠀

“E PORQUE? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

LILIE – Olha, tem muita gente que pensa que quem é puta, quem faz programa é idiota. Hoje em dia não dá pra confiar em ninguém. É fazer tudo “com um olho no padre e outro na missa”. Tu nunca sabe se o cara que tá contigo é polícia ou bandido, se tá armado ou na mão. Tem vezes que o cliente é casado mas gosta de travesti, ou de puta e a mulher dele vem atrás porque já está de campana e pronto. Aí tu já viu né? É aquele ditado “cachorro que já foi mordido de cobra tem que ter medo de linguiça”.

 

QUAIS OS TIPOS DE CLIENTE QUE TE PROCURAM?

LILIE – Tem de tudo meu filho!! Playboy de tudo que é canto, gente de escritório, militar, gente da praia, gente casada, solteira, casais, até mulher me procura pra fazer programa. E isso não é só comigo não! Tem muita mulher que procura puta e e travesti pra fazer programa! Tem coisa que é do arco-da-velha menino. Se eu te contar tu nem acredita.

POR EXEMPLO? PODE DIVIDIR ALGUMA DESSAS COISAS COMIGO?

LILIE – Lembra do segurança que ficava aqui nessa rua né? Aquele que uma época deu uns tiros pra cima duma travesti na Prado Junior. Tu sabe, ele arruma confusão com tudo que é travesti, diz que não gosta de viado!! Então, uma vez, fui visitar uma amiga que também é travesti e mora lá no “Duzentão”. Ela mora com mais duas travestis. Cheguei lá e a gente estava na sala conversando e as duas estavam fazendo programa com um cara que gemia e gritava que eu acho que dava até pra ouvir do lado de fora. Quando o programa terminou quem saiu do quarto com elas? Ele! Esse segurança! Tá bom pra você?”

E COMO VOCÊ REAGIU À ESSA SITUAÇÃO? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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LILIE – Tem tanta coisa nessa vida loka que nem dá mais pra ficar abismado com o que agente vê! Mas pra quem conhece as atitudes desse cara, quem sabe a maneira que ela trata os gays, as lésbica e as travesti se liga que ele é preconceituoso. Daí você vai e pega o cara numa parada dessa? Mas o que tem mais é homem que é assim. Eles param o carro, pegam a gente, tem uns que só quer dar o cú e chupar rola e quando estão com os amigos, no trabalho e o cacete, tem esse discurso de ódio, possam de pais de família e tudo!! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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SÃO MUITOS OS CLIENTES QUE TE PEDEM PARA PENETRAR ELES?

LILIE – Isso é muito do momento. Depende do dia e tudo mais! Mas acontece bastante e numa boa, não é nada que me deixa assustada!! Esse mundo em que eu vivo que é diferente do teu é isso aí mesmo! É putaria, sacanagem, sexo, drogas e rock’n roll mesmo!!

E VOCÊ ACHA QUE VIVEMOS EM MUNDOS DIFERENTES? ⠀

LILIE – Com certeza meu amor!! Acorda né!! Tu acha que dá pra comparar a tua vida com a minha? Da licença!!

VOCÊ TEM SONHOS?

LILIE – Eu quero poder trabalhar pra mim mas só pra mim entende? Sem pertubação com polícia, com segurança de rua, sem disputar ponto pra fazer programa. Porque eu disse ainda há pouco, os policia são meus donos. As vezes eu tenho que pagar pra trabalhar pra eles. Igual os mototaxi de morro que quando não paga pra eles paga pro tráfico. Tô sem dinheiro? Pago com sexo, com boquete e por aí vai. Tem vezes que tenho que dar é pra três, quatro policia de uma vez só! Dentro de viatura, dentro das cabine. O bagulho é tenso escritor! Vem pro meu mundo!” ⠀

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LIVRO PAPO DE PUTA: LANÇAMENTO KINDLE

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ARTE: Pablo Pinheiro

Aí galera, quando observarem um adesivo desse colado por alguns locais do Brasil, não destruam não, mas façam um confere…A leitura irá valer muito! DISPONÍVEL PARA O KINDLE E EM BREVE EM LIVRO FÍSICO. ACESSE o QR CODE e o LINK NA BIO #papodeputa 👠📖✌🏽🤘🏽✊🏽