O LIVRO DO MÊS: COMO FALAR EM PÚBLICO DE LEIGOS À ADVOGADOS.

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FOTO: C. França

 

        O livro do mês de outubro fica por conta de “Como Falar em Público: De Leigos à Advogados” do escritor carioca Paulo Safadi.

O trabalho publicado, pela editora autografia, é bastante despretencioso, de narrativa simples mas direta no que concerne às dificuldades ligadas à oratória e às ferramentas que ajudam aos que anseiam trabalhar utilizando a fala ou mesmo colocar importantes dicas doravante úteis aos que já fazem das tribunas, palcos ou auditórios seus locais de trabalho, militância ou lazer.

Ouvi de alguns leitores que em determinados trechos seu tom beira uma obra de auto-ajuda mediante a narrativa e referências colocadas pelo autor. Acredito ser esse detalhe apenas um traço forte ligado à alguém que para além de um escritor talentoso é também um educador de formação, comprometido com causas sociais e verdadeiramente ciente de seu papel não só como professor e orador, mas como ser humano que luta para fazer a diferença na vida de todos aqueles que se sintam tocados por suas palavras.

“Como Falar em Público” é enfim um livro prático para quem almeja ampliar seu conhecimento acerca da arte da fala e da retórica. Uma ótima compilação de artifícios práticos e usuais para todos o que desejam fazer de suas vozes um exercício de liderança, posicionamento ou mesmo para perder aquele frio na barriga que acomete a tantos que se sentem nervosos frente à apresentações acadêmicas, trabalhos em grupo e outras ocasiões onde estar à frente de uma platéia é algo imprescindível.

 

CONTATO: Paulosafadi@yahoo.com.br

Fone: 55 21 987329188 (Whatsapp)

 

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ENFIM SUS: DIÁRIOS DE UM PACIENTE DE UM HOSPITAL PÚBLICO

 

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LIVRO: Enfim SUS: Diários de um Paciente de um Hospital Público    . AUTOR: Elieser Borba

 

 

 

 

“O mais interessante em situações que colocam-nos nos mais difíceis patamares de vida é que numa hora ou outra mesmo os menos humildes acabam se rendendo à compreensão de que não passamos de algo insignificante, tal como um monte de estrume ambulante, e no momento das maiores dificuldades as histórias são sempre as mesmas.

Quando o caminho “fica estreito”, pessoas evangélicas que não colocavam os pés na Igreja há anos mas
frequentavam o pagode de domingo tão fielmente como num dia de santa ceia clamam o nome de Jesus e prometem até o que sabem não poderem cumprir para se safarem. A falta de grana ou de vergonha na cara e o excesso de tesão, por exemplo, fazem ex-maridos
procurarem as ex-mulheres e vice-versa, e aquele que não era desejado nem pintado de ouro se traveste num salvador da pátria. O filho que saiu de casa brigado com os pais se achando o
ser mais independente e emancipado do mundo retorna com o rabo entre as pernas quando a falta de um teto pesa mais que as pancadas que a vida lhe aplica, e mesmo os ateus quando
escapam da morte não se constrangem em dar graças a Deus com mais ênfase do que qualquer do fiel mais batedor de ponto nas missas. Enfim, penso que para colocar qualquer pessoa dotada de altivez nos eixos não existe lugar mais completo na plenitude de suas
agruras do que o leito de um hospital, principalmente quando este é um local público”