FAVELA MODELO

 

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FOTO: Weeb

 

Acredito que mudar hábitos é bastante difícil na vida de algumas pessoas. Muitas das vezes transitamos pelas mesmas ruas, frequentamos os mesmos tipos de festas, com os mesmos tipos de música, mesmas bebidas e até as mesmas pessoas, que por vezes sabemos, não nos acrescentar absolutamente nada, mas lá estamos nós. Talvez por nos sentirmos aceitos, por acharmos que estamos sendo “sentidos” por outros ou até mesmo por achar que sentimos algo onde achamos ter muito mas que no entanto nada tem, o que nós faz retornar para casa mais vazios do que saimos.

I believe that change habits is very dificult in the life of some peoples. The most of the time we walk for the same streets, go to the same places and the same kind of parties, with the same kind of musics, the same drinks and also with the same peoples, that we know do not add us absolutely nothing, but we continue going to this places. Maybe because we can feel accepted, for we think that someone can feel us or also because we think that we feel something nice where we imagine have a loto of feelings to feel but have nothing in the end.

Iniciei esse texto dessa forma apenas porque eu como a maioria das pessoas tenho muita dificuldade em mudar meus hábitos mais corriqueiros. Já ouviram o dito:

I started this text in this way just because like the most of people I also have to much dificult to change my habits. Did you heard this sentence:

“Fulano saiu da Favela mas a Favela não saiu dele?”

“Somebody leave the Favela but the Favela don’t leave him?”

Pois é assim que tenho me sentido nesse momento…morando há algum tempo fora do Brasil mas cultivando ainda o hábito de ler notícias das Terras Tupiniquins num momento em que penso eu muitos não estariam nem um pouco preocupados em querer saber o que se passa num país governado de forma ilegítima por um Presidente que é tão crimisoso quanto o Fernandinho Beira-Mar.

So, this is my feeling at the moment…living for some time out of Brazil but with the same habit, reading the news about the Tupiniquim Land in a moment that I think that people in the same situation will be not interested or worried to know what is happening in a country that illegitimately governed by a President that is so criminal than the Drug Traficant Fernandinho Beira-Mar.

Hoje estava lendo algumas notícias sobre o Brasil e o Rio de Janeiro, cidade esta onde nasci, cresci e passei maior parte de minha vida quando me deparo com uma foto da Estátua do mundialmente conhecido cantor já falecido Michael Jackson, na Favela Dona Marta em Botafogo, com um fuzil cruzado ao corpo, adereço nada oportuno e condizente com a ideia de pacificação incutida na lógica de Estado ao implantar as Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro (UPPs).

Reading today some news about Brazil and Rio de Janeiro, City where I was born, grew up and where spend the most of the time of my life when I saw some pic of the Michael Jackson monument, in the Dona Marta Favela in Botafogo, with a cross-body rifle, something inappropriate with the pacification idea that the State try to do when create the Pacification Police Unit in the Rio de Janeiro City (UPPs).

Cabe salientar que o Dona Marta foi a primeira Favela a ter uma UPP na Cidade, e é considerada modelo…muito embora não passe de apenas um rostinho feio bastante maquiado com produtos Mac e pelas mãos das excelentes profissionais do estúdio de maquiagem A Doce Mel em Vila Valqueire. Não faço esse tipo de comparação esdrúxula para depreciar o Morro Dona Marta ou mesmo outras Favelas em geral. Sou assistente social, militante político e ativista e pesquisador de Direitos Humanos e além de ter trabalhado em diversas favelas residi durante anos numa onde pude constatar duas coisas fundamentais:

Is something interesting to talk that the Dona Marta was the first Favela to have some UPP in the City, and is considered a model…even it is just something like an ugly face with a lot of makeup with the Mac products and by the hands of good professionals of the A Doce Mel Makeup Studio in Vila Valqueire. I don’t use this way to talk about the Favelas to say that this kind of place is not nice to live or something similar. I’m a social worker, activist and human rights researcher, and besides worked in a lot of Favelas in Rio de Janeiro I also live in one during a long period of my life where was possible to verify three fundamentals things:

Entendi que ser pobre e favelado são coisas distintas dentro do contexto de divisões de classe que vivemos. Aprendi que o favelado é considerado um “nada” para o Estado, salvo quando este necessita de seus votos em tempos de eleições. Percebi que assim como dizia o senso comum pré-megaenventos no Rio de Janeiro ser o Projeto das UPPs uma farsa, de fato estes não passam de algo feito para “inglês ver”. No prólogo de meu segundo livro publicado pela Amazon (O Morador de Ipanema e outros Contos Cariocas) cito um autor do qual não me recordo reiterando que “para se conhecer de fato uma cidade é necessário entendermos como lá se vive, como lá se ama e como se morre”. Penso ser fundamental conhecermos os lugares onde vivemos ou dos quais planejamos um dia viver, muito embora muitos não se dêem a viver  isso na íntegra.

 

I understand that to be just poor and someone that was born in the Favela be tottaly diferent things into the social class division that we live. Was possible to learn that for the State people that live in the Favelas is nothing, and just is something important in the elections time. Was also possible to understand that how a lot of people said before the World Cup and the Olimpic Games in Brazil that the UPP Project will be some disaster this is a fact, it was just something created to “English see” like in the popular saying. In the prolog of my second book (The living from Ipanema and another Brazilian Short Histories) published by Amazon I quote a writer that talk “to know some City is necessary understand how live there, how people love there and how people die there”.  I  think is very important for us have the knowledge enough about the places where we live or that we’re planning to live one day, even a lot of people don’t do it.

Por ocasião da morte de Michael Jackson em 2009, um camarada com quem militei e trabalhei durante alguns anos disse que “pessoas como ele, Jhonny Cash, Elvis Preslley, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Billie Holiday não morrem, só retornam para o planeta das pessoas incríveis”, e assim como tantos outros considerados artistas fora do comum Michael foi um visionário ao compor “They don’t Care About Us” (Eles não Ligam pra Gente). Hoje, ao analisar a tentativa de Estado em tentar mostrar ter controle em algo que perdeu o controle há muito tempo podemos ter a certeza de que eles não se importam com a gente.

When Michael Jackson dies in 2009, a friend that I worked with during some years said that “people like Michael, Jhonny Cash, Elvis Presley, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin and Billie Holiday don’t die, they just return for the Planet of the incredible people”, and for sure like others incredible artists that gone and was consider amazing Michael Jackson was a visionary when composed “They Don’t Care About Us”. Today, when we check the State attempt in try show that have some control in something that they lose the control a long time ago we can to be sure that they really don’t care about us.

BOLSONARO NÃO LEVA 2018

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        Bom, os que acompanham meu blog devem ter notado que escrevo bem mais sobre política do que outros assuntos, e muito ambora esteja de saco cheio do que tem sido esta para o povo brasileiro não consigo parar de ler, pensar, respirar ou mesmo refletir sobre.

Nos últimos dois dias estava cá com meus botões pensando no Jair Bolsonaro e no fato de alguns estarem alegres com a esperança dele ser o próximo Presidente do Brasil e outros estarem totalmente descontentes com tal probabilidade e cheguei à um interessante cálculo…acredito que o primeiro grupo não irá gostar, do cálculo: Bolsonaro não leva 2018.

A ideia é simples e nem é necessário ser bom em exatas…saber interpretar um texto está de bom tamanho.

Segundo dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população do brasil é de quase 212 milhões de habitantes.

Na última eleição (2014) com uma população menor, cerca de 142 milhões de brasileiros VOTANTES não conpareceram às urnas segundo dados do STE (Superior Tribumal Eleitoral), e neste último pleito nacional a agora Ex-Presidente Dilma Rouseff venceu com 54.501.118 votos.

Agora vem a parte interessante. No Brasil atual que conta com quase 212 milhões de pessoas bem mais indignadas com a política nacional que em 2014, cerca de 54% destes são negros, muito indignados com a política e mais ainda com a indiferença, preconceito e falta de oportunidades veladas que são tratados no país que, segundo muitos dos quase 98 milhões de “não-negros” que sobram dizem “não ter racismo”.

Levando em consideração o fato de que mais pessoas não irão às urnas em 2018, que dificilmente um preto irá votar em quem declaradamente não gosta de pretos, que uma significativa parcela destes quase 98 milhões são crianças (quase 27 milhões-IBGE) fora da idade eleitoral, bandidos que eu imagino não votarem e se votassem não votariam em tal, e muitas, muitas mulheres, dentre as quais um quantitativo é composto por mulheres bonitas que ainda segundo o futuro candidato merecem “ser estupradas em detrimento das feias” o que sobra de votos não é lá muita coisa e, levando ainda em consideração o quantitativo dos ditos “esquerdopatas” que certamente também não irão votar em quem consideram um monte de estrume ambulante chegamos ao resultado de que BOLSONARO NÃO LEVA 2018.

Cálculo impreciso, apolítico mais importantíssimo para colocar umas caraminholas em algumas cabeçinhas brasileiras. Acredito que muitos possíveis eleitores do “Bolsominto”, não irão gostar, mas como não me importo nem um pouco, sigamos até 2018 com um largo sorriso amarelo no rosto e fingindo que o Brasil continua no rumo certo, mesmo que infelizmente ainda siga ladeira abaixo.