“BANDIDO BOM É BANDIDO RICO”

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Muito embora eu não seja um amante dos engodos televisivos, tive que me ater à alguns noticiários nacionais nos últimos quatro dias. O motivo: O anúncio do mandato de prisão para Eike Batista e agora a sua detenção propriamente dita.

Apesar de ser escritor e manter uma certa regularidade no que diz respeito ao meu blog, acredito ser a “sociedade do espetáculo” apenas um indicador de como a curiosidade mórbida de alguns é infelizmente mais preponderante do que ser um cidadão formador de opinião de forma mais ampla e destituída de auxílio de mídias podres e controversas, tal como a Rede Globo, Bandeirantes, Record, SBT, Rede TV, CNN, BBC….sim, isso mesmo, nem alguns internacionais escapam.

A prisão de Eike Batista está e ainda dará muito o que falar daqui para alguns dias sendo talvez ofuscada apenas pelo Carnaval carioca que já bate às nossas portas. Venho observando como “a coisa” em si vem sendo tratada por pela TV, rádio e por algumas pessoas no cotidiano e me deixa perplexo a diversidade de opiniões sobre.

Alguns o classificam como “ex-bilionário”, como se ele estivesse ficado às margens da pobreza, outros como um “grande amante do Brasil e em especial da cidade do Rio de Janeiro, local onde dizem ter este empregado muito dinheiro em alguns projetos como a despoluição da Baía da Guanabara e as UPPs (o último parece estar não estar lhe rendendo bons frutos atrás das grades inclusive). Tem os que o classificam como ladrão quando para outros ele é um herói.

Para todos os aparelhos televisivos, por exemplo. ele não passa do “empresário que foi preso”, e outra curiosidade em minha opinião é o trato que os agentes da polícia federal aplicam para o detento Eike Batista, sendo este conduzido sem algemas e tendo até a porta das viaturas aberta tal como seu chofer fazia quando este não conduzia seus próprios veículos de luxo. Até acredito que Eike não terá regalias dentro do cárcere, mas me atenho aqui ao fato de que  existe uma  hierarquização ao tratamento de “criminosos famosos” e um moleque preto (ou branco) e favelado que é amarrado à um poste por exemplo. Quem não se lembra do caso envolvendo o ator Marcelo Anthony, que em 2004 foi preso no Sul do Brasil ao comprar 100 gramas de maconha de um traficante. O ator até foi conduzido à uma delegacia e posteriormente para um presídio sendo horas depois liberado pelo fato de um magistrado ter interpretado que ele apenas “comprava a droga mas não era um traficante” quando muitas pessoas “comuns” passam meses dias tendo a sua liberdade suplantada sendo detidas apenas com 23 gramas da mesma droga!!

É bastante difícil imaginar quais serão os rumos que todas as investigações referentes à Lava-Jato e todos os seus desdobramentos irão tomar daqui para frente mas é empolgante perceber que a Justiça ao menos parece estar atingindo o que parecia ser inatingível. Obviamente que a discussão aqui não se pauta em classificar usuários de maconha como bandidos ou não, até mesmo porque a dependência química é uma discussão de outra estirpe, mas se por acaso alguém souber a diferença entre um bandido bom e o que seria um bandido mais aceitável para a sociedade e este ser merecedor de um tratamento diferenciado não fique encabulado em comentar!!!

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