CAPÍTULOS DA CRISE: SAÚDE DOENTE

Saude

FOTO: Elieser Borba      LOCAL: Gamboa – RJ

Ontem estava no trabalho envolto em meus afazeres quando recebi uma mensagem acerca da ocupação realizada no Ministério da saúde do Rio de Janeiro. Obviamente quem me enviou tal informe sabe que meu próximo livro (Enfim SUS: Diários de um Paciente num Hospital Público) dialoga diretamente com o tema, e por isso não quis me deixar inciente sobre os ocorridos recentes.

        Irei me vedar a tecer uma crítica mais contundente sobre o que penso do atual sistema de saúde, tendo em vista que, minha opinião e minhas impressões são bastante claras e diretas por minha visão como internado durante meses num hospital público Municipal do Rio de Janeiro  e estão expressas em meus diários que brevemente serão publicados. No entanto, acredito que tanto usuários como trabalhadores e movimentos sociais e sindicais ligados ao SUS devem procurar ter uma dimensão menos simplista acerca do que o Sistema Único de Saúde representa para a sociedade como parte constituinte de toda uma rede de proteção social que foi constituída com muita luta ao longo de anos.

        É inevitável ir ao tocante de que, em um direito universal como a saúde jamais deveriam ser conjecturados quaisquer tipos de medidas que venham a realizar cortes ou a busca de melhorias pautadas na perda ou diminuição de um serviço que desde muito tempo está debilitado e tendo sua eficácia pautada apenas em profissionais deste âmbito que tem comprometimento para realizar seus trabalhos muitas vezes de forma precária, sucateada e por vezes sem  a remuneração devida e até sem ordenado como tem sido nos últimos tempos.

        Desde que iniciei  Projeto “Enfim SUS” tenho sido alertado (principalmente pelos colegas Assistentes Sociais) que minha crítica à saúde pública deve ser bem articulada à ponto de não parecer que venho enaltecer a privatização da saúde como sendo a panacéia necessária para toda mazela deste âmbito. Contudo, cabe ressaltar que minha ideia como ativista social nunca irá a favor de uma lógica perversa onde ao pagarmos por planos de saúde automaticamente jogamos na latrina nosso direito constitucional para tal, e a saúde acaba se transformando num negócio!!

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