RIO, UMA CIDADE DE PAPEL.

 

 

 

 

 

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FOTO: Elieser Borba     LOCAL: Madureira – RJ

Quando me perguntam o que penso sobre o Eduardo Paes me limito a dizer que “não gosto do tipo de política que ele faz.” No fim das contas, os que me conhecem pessoalmente ou acompanham meu blog, livros e etc bem sabem que gosto tanto do atual prefeito do Rio de Janeiro quanto acho um pé no saco acordar no meio da madrugada com vontade urinar e permanecer com a bexiga dolorida até o dia raiar.

A sucessão de besteiras proferidas e realizadas pelo “queridinho do subúrbio” é um sem tamanho de escatologias que imagino e espero muito estejam sendo observadas pelos frequentadores do Parque de Madureira e por todos os que depositaram nele esperanças de uma cidade mais justa e interessante para viver. Mesmo sem saber ao certo o alcance de meus escritos em redes sociais, umas das coisas que tenho tido imensa satisfação em fazer é uma espécie de “campanha contrária” à ele e aos seus correligionários. Na gravação desastrosa ao Ex-Presidente Lula, Paes foi bastante enfático em dizer que sua “vida política começou com ele e Cabral e estava terminando com Dilma e Pezão” como se Sérgio Cabral e seu sucessor fossem ícones no que concerne ao ato de fazer boa política para a cidade do Rio de Janeiro.

Há anos tenho percebido o Rio como uma cidade fraca, frágil e debilitada, características estas que tem se agravado muito nos últimos meses e que são intrinsecamente ligadas ao desserviço prestado por Sérgio Cabral e Pezão unido a política descabida e desmedida de Eduardo Paes. A gana destes pela busca constante de ampliação do alcance de seus tentáculos grotescos de fato tem feito a cidade ser alçada ao patamar de um bibelô remendado, que mais uma vez ao chão pode não ter mais reparo.

Se fosse possível colocar os Hospitais cariocas numa espécie de oficina, o conserto sairia tão caro que seria mais fácil adquirir mais novos, assim como fazemos com automóveis e motocicletas em perda total. O mesmo se dá com as Escolas Municipais e Estaduais e as o ocupações que ocorrem no âmbito estadual são prova viva de que até mesmo os jovens tidos por alguns como seres apáticos querem um basta em toda má gestão que há décadas sucateia um local de troca de saberes.

Ao longo dos últimos anos o Rio de Janeiro tem se tornado uma cidade onde muitos prédios são frágeis e caem como um castelo de cartas dando lugar a edifícios imponentes financiados pela iniciativa privada, nenhuma coincidência. A cidade tem sido apenas fachada pra Copa, Olímpiada e toda forma de ideia que aos que nela residem não servem de nada. Aqui é onde carro atropela, sobe calçada e mata igual bala. Onde gente que trabalha é humilhada, assaltada e é apenas mais um. Onde rico reclama que lhe falta grana mas mora e desfila pela Zona Sul. O Rio é lindo, mas aqui um mosquito nos bota mais medo que altura em rapel. Cidade bacana, onde a dicotomia é presente em alegria e tragédia, cidade de luta e de luto e que a ciclovia que mata engenheiro e gari parece ser de papel.

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