Madureira ou Maricá?

        12782441_10204974535358181_230213112_nEstava no trem hoje cedo lendo o jornaleco Metro e me inteirando das notícias. Diga-se de passagem, jornais de pequena escala como este, o Destak e outros poucos são bem menos tendenciosos e leves que a maior parte dos outros, mas nem entrarei nestes pormenores. A verdade é que desde que aboli a TV de minha residência há alguns anos atrás tenho tido cada vez mais ojeriza por algumas mídias farsantes e dado mais atenção a canais independentes de comunicação (Blogs, Jornais, Revistas e etc).

        Ainda estava na Central do Brasil e a viagem até Madureira é de quase meia hora. Passava as páginas despretensiosamente e sem pressa alguma, quando uma notícia me chamou atenção. Tratava-se do incidente ligado à uma explosão causada por vazamento de gás que vitimou cinco pessoas e deixou algumas outras feridas em Coelho Neto, no Rio de Janeiro. O que mais me fez atentar para a nota dada pelo canal foi o fato do Prefeito Eduardo Paes ter sido hostilizado  com vaias quando foi ao local tendo inclusive que necessitar do apoio de seus seguranças na saída. Imagino que sua partida dali foi tão breve quanto será o mandato do Pezão, mas isso é uma outra história tão infeliz quanto a farsa que Paes representa no exercício de seu mandato.

        Não há  como desresponsabilizar a CEG, e certamente sua conduta como grande empresa do ramo ligado ao assunto tem sido negligente em casos análogos ao de Fazenda Botafogo, mas costumo dizer que o Eduardo Paes nunca me enganou. Muito embora vaias sejam um claro exemplo de descontentamento, não posso aqui me vedar a fazer menção de que acho interessante observar determinados comportamentos. Acredito que muitos que ali se encontravam destilando sua indignação contra o “Prefeito do Parque de Madureira” foram seus eleitores, e não diferente dos que o colocam como sendo um “paizão do subúrbio” ajudaram a dar asas a cobra que ele sempre foi.

        Desde que, por ocasião de sua postura frente uma moradora do Morro Providência em reunião do “Morar Carioca” (o vídeo é quase impossível de ser encontrado) tenho observado o Prefeito com mais atenção que os camelôs do Centro do Rio tem que ter com o rapa promovido pela Guarda-Municipal, e uma de suas últimas lambanças ao revelar seus pensamentos mais íntimos sobre Maricá é prova cabal de que pobre para ele só serve como ferramenta de legitimação política. Agora fica uma pergunta que não quer calar: Se Maricá que é um lugar onde a natureza brota até num simples toque da brisa marítima é considerado “uma merda de lugar”, imagine Madureira com todo seu calor, inchaço urbano e sua gente hein? Pois é cidadão de Madureira, é pra ficar com a pulga atrás da orelha!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em meio à tantos escândalos e falcatruas pouco tenho ouvido falar do Prefeito do Rio

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