Das Ironias do Mundo

Assisto

Cada notícia veiculada em geral é motivo de “causar” no meio social. Questionamentos? Poucos, e os consensos geralmente pautados no senso comum são unânimes. “Quem matou tem que morrer,” “Quem roubou deve perder a mão,” “Para dar jeito no Brasil? Joguem todos os presidiários no mar,” e esses são apenas míseros exemplos de alguns que desde a execução do brasileiro Marco Archer na Indonésia passaram a ter este país como uma espécie de “ícone de justiça e boas práticas.” Um detalhe bastante interessante é que nenhum deste se mudaria “de mala e cuia” para o belo arquipélago!!!

Uma das últimas notícias com conteúdo subliminar e polêmico (subliminar ao menos aos que se dão à entender as entrelinhas) que tive conhecimento foi a da morte da indiana Aruna Shanbaug. A mulher que parece ter passado 42 anos em coma após ter sido estrangulada e estuprada pelo faxineiro de um hospital em 1973 foi muito falada na mídia televisiva, no entanto, o que parecia ser mais preponderante frente ao fato da violência por ela sofrida e que ainda é uma constante na Índia, Africa e outras partes do mundo foi ínfimo frente a questão da possibilidade ou não da eutanásia mediante seu estado físico durante anos.

Ano passado conheci o cineclube organizado aos sábados na casa Baukurs em Botafogo. Naquele período os filmes faziam parte do tema ligado a loucura, organizado pelo professor da UFRJ Eduardo Mourão. As situações permeadas pela proposta eram discutidas nos debates, e iam desde questões ligadas à internação, Clausura, internação compulsória e etc. Dentre tantas discussões por nós empreendidas me chamou a atenção o fato de que algumas formas de internação ainda persistem na sociedade, tendo em vista que num tempo não tão longínquo tive um amigo militar da Marinha do Brasil sendo internado na Unidade Integral de Saúde Mental (UISME) pelo simples fato de ser usuário de maconha, no melhor estilo “Bicho de Sete Cabeças!!”

Ao avaliar as últimas manchetes acerca dos esfaqueamentos que parecem ser veiculados como sendo uma série de atentados propositais e organizados na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, tenho a ligeira impressão de que a forma que os mesmos vem sendo discutidos por diversos segmentos denota não só a implícita manutenção de nosso medo por parte da mídia e dos diversos atores sociais envolvidos.

Se os turistas ou nós mesmos como cidadãos somos auferidos pela violência, é importante frisar e ratificar que um armamento legítimo da população não seria a panaceia para esta ou outras situações de violência, e a data de hoje, dia 20 de maio (dia do pedagogo) tem um papel bastante significativo para  o papel que a educação em todos os seus níveis representa mediante o tipo de sociedade que de fato buscamos para nós, nossos iguais e todos os membros de nossa parentela. Como disse Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo!” Antes de reproduzirmos quaisquer notícias ou mensagens que achemos interessantes, que possamos realizar uma auto-analise de como educamos nossos filhos e que tenhamos noção da importância de nosso comprometimento para com todas as crianças e jovens!!

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