GARIMPEIRO CARIOCA

2015-03-24 18.42.21

Quem tem o hábito de ir à praia nos fins de semana ou mesmo durante aquela folguinha semanal está acostumado a ver de tudo um pouco. Os tipos mais pitorescos se fazem presente nas areias cariocas, onde comumente podemos ver desde o famoso vendedor de biscoito Globo até os icônicos vendedores de mate, que são um caso à parte. Os vendedores de cangas e biquínis também são constituintes deste excêntrico universo onde o banhista é apenas o coadjuvante e o mar o ator principal e nem todos os que ali estão identificam os “desarrumadores” que com seus olhares de lince e habilidades circenses são capazes de esconder uma bolsa descuidada nas areias sem levantar a mínima suspeita.

Nessa incrível mistura de tipologias que vão desde as sócio-econômicas e étnicas até as laborativas, temos o emblemático garimpeiro. Falar de garimpo não é só lembrar da famosa “Serra Pelada” ou remeter-se à já finalizada novela “Império.”   Os garimpeiros dos dias atuais são muitos e por vezes fazem o que fazem muito mais por lazer ou hobby do que pela necessidade. Passam desapercebidos por alguns banhistas e comerciantes locais, mas com chuva ou com sol ali estão pelo espelho d’água a olhar a maré passar e a avançar sobre o que ela deixa a rolar. De tudo um pouco eles recolhem: Alianças, moedas, cédulas perdidas, relógios, pulseiras e cordões. As Jóias por vezes encontradas são das mais variadas em tipos e valores e num dia de boa colheita um anel cravejado de brilhantes ou mesmo um bom e pesado pingente, por exemplo, podem valer o faturamento do mês de qualquer trabalhador formal.

Oportunismo para uns, vadiagem para outros mas a verdade é que o garimpeiro não acredita no azar, tampouco crê na sorte. Para ele, cada achado representa um presente, uma dádiva que não surge sempre e é ocasional. Muitas vezes o achado está visível mas nem todos os olhos são capazes de enxergar, e muitos garimpeiros chegam à praia tarde e conseguem numa sacada vislumbrar uma jóia valiosa nos pés de um outro que ali estava desde muito cedo e nada havia encontrado. Aos praieiros fica a dica que por vezes numa corrida seu presente pode estar embaixo de seus pés.

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