Quem paga gasolina sai de Skate, vai à pé ou de bicicleta?

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Já faz um tempo em que as eleições de 2014 se passaram. Confesso que por mais tedioso e temerário que tenha sido este processo eleitoral eu tenho tido imensas saudades de toda a galhofa das redes sociais. Muitos comentários cínicos e sarcásticos, além dos virais que estouraram durante mais de um mês no facebook, you tube e whatsapp garantindo muitas e por vezes até questionamentos da parte dos defensores mais ferrenhos de alguns segmentos políticos.

Como “o tempo passa, o tempo voa” e nem tudo continua numa boa como diziam ser a poupança do já extinto banco Bamerindos na velha propaganda televisiva, a vida dos brasileiros segue. Alguns acordam cedo, pegam no batente que mais “bate” na gente do que nos faz viver, outros acordam cedo e vão dormir tarde, brincam, fazem arte e ainda riem de você…enfim!! Independente da rotina, acredito que cada um deve levar a vida da forma que lhe é conveniente, e isso é algo que até deve ser respeitado, mas daí a perturbar a vida alheia com papos maçantes e enfadonhos acaba sendo uma forma invasiva de convivência que nem sempre é bem recebida.

Há mais ou menos dois meses atrás, um camarada de rede social realizou uma postagem que em muito me fez refletir. Ele disse:

Se você está lendo esta mensagem é porque permanece entre meus contatos. Não vejo sentido em ter tanta gente por aqui que destila ódio, que são pessoas duras e por vezes intolerantes e divergem de minhas opiniões. Parabéns por ainda estar aqui!!

Curiosamente, este camarada é um desses de rede social que classifico como daqueles que quase nunca vemos na vida mas ainda assim por ali permanecem por serem “dos nossos” sabe? Não tenho a pretensão aqui de defender uma ideia que vá ao avesso da defesa da diversidade de pontos de vista, algo de que sou um dos maiores defensores!! Por mais que seja difícil a convivência num meio onde raramente exista um consenso no que diz respeito à crença religiosa, ideais políticos e convicções filosóficas penso que é fundamental adotarmos o bom senso, por mais difícil que isso possa ser para alguns que ao menos a meu ver parecem não serem tão evoluídos a ponto de se despir de alguns dogmas ou mesmo de alguns caprichos destes que facilitam a vida dos mesmos mas que trazem transtornos a terceiros.

Cresci ouvindo que o mais importante era “ter uma boa colocação”, dessas onde você explora outrem e ao chegar em casa ou no motel onde se encontra com a (o) amante deve se portar como alguém diferente, mas ninguém me disse que poderia morrer em uma possível retaliação a esses dois atos. Passei a infância e a adolescência ouvindo que “deveria fazer uma faculdade” e hoje sou cada vez mais pressionado à ingressar numa pós-graduação. Cresci ouvindo que ter um carro era bom, uma verdadeira necessidade, e neste momento ouço e leio nas redes sociais que “quem votou na Dilma é responsável pelo aumento do combustível”, por exemplo, e sabem o que é mais interessante nesta história? Tanto os votantes quanto os não votantes do 13 não passam de uma significativa parcela que sofre de uma patologia denominada síndrome da ostentação

Numa boa, penso que a galera que tem seus carros e tem reclamado sobre os preços dos combustíveis nas redes sociais, trabalho, universidade e etc deveria adotar uma interessante medida: COMPRE MAIS UM AUTOMÓVEL….COLOQUEM MAIS CARROS AINDA NAS RUAS DO PAÍS. Quem sabe dentro do seu carrinho, no conforto do seu ar condicionado ou torrando num sol de quarenta graus alguns não possam refletir no quanto é necessário ou não ostentar um veículo em lugares onde as pistas nunca irão se alargar!!

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