SOBRE A POLÍTICA BRASILEIRA.

      compra-de-votos      Mais um ano eleitoral se aproxima!! Confesso que desde que toquei a mão em meu título de eleitor pela primeira vez me senti por demais empolgado!!! Naquela ocasião ainda era um pós-adolescente, mas ainda me lembro da eufórica sensação de “agora sim eu participo das decisões do meu país!!!”

      Alguns anos se passaram desde a primeira vez em que realizei o exercício do voto, e confesso que no imenso espaço existente deste tempo até os dias de hoje que são muito próximos de um novo pleito em muito mudei dentro de mim, principalmente em relação à minha forma de ver a política no Brasil. Tenho de ser o mais sucinto possível por aqui, mas espero num futuro distante elaborar um ensaio mas apurado acerca desta questão à qual dou muito pouco polimento via este canal.

      Se hoje alguém me perguntasse se sinto o mesmo que relatei nas primeiras linhas deste ensaio sinceramente não saberia o que dizer, muito embora entenda em meu interior que, o fato de eu batalhar para a redução das injustiças no Brasil e acredite na melhora da situação do país, não consigo mais acreditar nas promessas de candidatos políticos. Conheço pessoas maravilhosas envolvidas na política, que é uma política totalmente diferente da que vivenciamos a cada dia seja dentro de casa ou no trabalho, pois mesmo os que se dizem não apreciadores da política precisam entender que são movidos por ela nas mais ínfimas relações. Conheço pessoas envolvidas com a política no seu sentido Lato desde a esfera Federal até a Estadual e Municipal, e salvo algumas excessões é quase impossívem me convencer que os discursos não são meras repetições de tantos outros que já vem sendo feito ao longo de anos.

      Um outro dia, por exemplo, numa destas conversas de rede social um conhecido disse ter sido sondado para compor uma vaga num dos quadros em caso de uma vitória do partido do qual o mesmo é filiado e por mais que o mesmo tenha dito claramente que pensa em declinar em relação ao convite, isso para mim é so um dos muitos exemplos que poderia expor e que se relaciona com as articulações que movem a política brasileira, onde pessoas assumem cargos públicos por indicação em cargos chamados “de confiança” e outras pouco conhecidas mas no entanto não tão desimportantes são apenas como as figurinhas esquecidas ou postas de lado num albúm onde muitas outras tem mais prestígio.

      Muitas propostas, muitas promessas e a percepção de que não existe local onde se vá e não se escute algo acerca das preferencias, das não-preferencias ou até mesmo os discursos mas conspiratórios e escatológicos que envolvem esta discussão, que como muitos colocam não deve ser fruto de debates, assim como religião e futebol. Sinceramente, tenho meus pontos de discordância sobre tal afirmação e ainda vou mais além ao comparar que a mesma em muito se aproxima da velha história de alguns pais não deixarem os filhos quando criança falarem, se expressarem e ao mesmo tempo colaborar para a consolidação de um ser adulto incapaz de ser um formador de opinião. No fim das contas já que os últimos assuntos tem sido discussões acerca de política, politicagem e seus derivados fica um lembrete…como disse Orwell “Em se tratando de política, só nos resta escolher dentre os males qual é o menor!!”

 

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