DIA 6 DE AGOSTO – DIA NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Bruno1

Estes dias enquanto resolvia umas coisas na vida, tive uma conversa informal com uma moça no metrô. Papo ia e papo vinha e o tocante do assunto foi a importância que a tal moça dava em poder pagar um ensino particular e dito “de qualidade para sua filha”!!

Os que bem me conhecem sabem qual a opinião que tenho acerca deste processo, ao qual denomino como “aceitação passiva à não aplicabilidade de direito”. Acabei não podendo lhe colocar muito acerca de meu ponto de vista, até mesmo porque a viagem dela se findou ao chegar-mos na Central do Brasil, no entanto, segui refletindo bastante em algo que a moça me disse e que segue para mim como sendo uma constante desde meus tempos de criança “Os professores da escola pública não prestam”.

Em meu último trabalho formal atuei como gestor de projetos exatamente na área de educação pública e principalmente sendo eu um assistente social tal fato me fez ter um olhar bastante diferenciado em relação à cada processo por mim observado neste campo doravante complexo. Eu era responsável em realizar minha função em pelo menos três unidades escolares localizadas na Zona Sul do Rio de Janeiro mas que no entanto tinha seu público predominantemente formado por estudantes oriundos de Favelas (Roçinha, Vidigal, Maré, Babilônia e Chapéu Mangueira) e pelo menos duas constatações foram claras desde o início: O problema da Escola Pública não está em seus estudantes e muito menos nos esducadores, mas sim numa conjuntura muito maior.

Apesar de ter lidado com um fato muito pitoresco, ligado à questão de ter encontrado apenas quatro professores realmente comprometidos com a proposta ética que envolve o ato de ser profissional da educação, tal fator não me surpreendeu tanto quanto o entendimento de como a engrenagem que move a política carioca através de suas peças mais “defeituosas” atuam e se fazem presente dentro das gestões escolares, algo que dificulta e coloca sérias contradições no trabalho de muitos professores. Entendo que mais importante do que a crítica de alguns ao ensino público e aos seus profissionais seria todos estes que preferem pagar mensalidades exorbitantes para ter um ensino que consideram melhor sem nem mesmo ponderar o porque de realizarem tal feito se aproximassem das unidades escolares de ensino público, fizessem parte do CEC (Conselho Escola Comunidade) ou mesmo se dispussessem a entender o quanto mais vale se ter um direito que lhes fossem colocado de forma muito melhor pelo simples fato de se fazer parte constante disso.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s