À MERCÊ DA COPA.

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      Aqui estamos novamente, para mais um mundial. Particularmente não me lembro ter sentado para assistir partida alguma da seleção brasileira, talvez quando era criança, mas a memória seletiva ainda não me faz recordar deste dia se é que o mesmo sucedeu-se.

      Em épocas de Copa do Mundo as desculpas são as mais variadas e sempre com justificativas que são postas à serem indefensáveis frente às colocações dos mais críticos. Os mais fanáticos se justificam no próprio termo, algo como, “se eu gosto de futebol eu vou assistir mesmo!!” Os que não curtem a rotina de trabalho cotidiano se aproveitam dos jogos para saírem mais cedo ou mesmo nem saírem de casa, e ainda existem os que cruzam os dedos para que a seleção brasileira chegue à final apenas para ficar na esbórnia e leseira até seus instantes finais. Existem os que gostam do churrasco de socialização dos fins de semana, e que transformam a partida da seleção em uma justificada extensão disto, gastando horrores em cerveja e afins e reclamando da fatura dos cartões longo do ano. Estes últimos só se esquecem que quando o inesperado acontece os “amigos de copo” além de serem os últimos a saber nem dão à mínima para os problemas alheios.    

      Como a desculpa para a tragédia do cego é sempre a falta da bengala ou o mau uso da mesma cego, todos terão sempre um pretexto para amar ou odiar a Copa do Mundo, e em épocas de problemas cada vez maiores no que diz respeito às governanças à nível de Brasil, sinceramente, não penso que exista justificativa para a exemplo do Rio de Janeiro termos cidades tendo que parar sua vida normal para os que são liberados do trabalho possam chegar em casa ou a qualquer lugar e os torcedores escolhidos à dedo (da elite) e as delegações consigam se deslocar aos estádios. No fim das contas, resta esperar que os menos entendidos acerca das falcatruas políticas despertem para o mundo real com um possível fracasso da seleção brasileira, ou que em caso de logro da mesma tudo acabe em mais festa, em mais cidade parada e em menos conscientização. 

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