Libertas Quae Sera Tamen

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      Já faz alguns anos que vi pela primeira vez um local que talvez tenha me feito questionar o modelo educacional brasileiro e suas vertentes predominantes dentro de um sistema anacrônico onde alguns segmentos ainda acham que devem trabalhar, se acabar e alcançar o máximo de ganhos monetários para pagar uma escola particular aos filhos, sendo esta defendida como “melhor” em detrimento de um ensino público de qualidade ou mesmo pela luta por uma escola pública de excelência.

      O local em questão é de acesso à todos que queiram visitar, e encontra-se dentro do Primeiro Distrito Naval, mais precisamente na Ilha das Cobras. Ali encontra-se a cela onde Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido nos livros de história como “Tiradentes,” permaneceu em dias que antecederam sua morte. Especulações acerca de ser mártir ou arruaceiro e mesmo deixando de lado o bonito samba do Império Serrano no ano de 1949, até hoje me pergunto o que era fato verídico ou não em tudo o que aconteceu em uma sociedade brasileira ainda dentro do Brasil colônia, e esta ainda é uma das poucas histórias das quais ainda desconheço a face verdadeira em relação ao que ainda é passado nas escolas como conteúdo.

      Em tempos como os de hoje, é impossível ao passar pela Alerj e vislumbrar o monumento em homenagem a Tiradentes não fazer uma ligação com sua história, seus pleitos e seus resultantes societários, que nos atualmente ainda se encontram em pauta. Os esquartejamentos, já não ocorrem mais, mas ainda é possível encontrar pedaços de pessoas em praças públicas ou dentro de lixeiras ou sacolas abandonadas. Fuzilamentos, só na China e Coréia dizem por aqui, mas ainda assim sendo bala de borracha ou não é possível ver as armas faiscarem para conter quem luta também pelos direitos dos que puxam o gatilho. Na Ilha das Cobras não tem mais prisão, a não ser o “Azul” (presídio naval) que tem celas com alguns que até acham certo um Comandante da Marinha que nem Juiz é condena-los as suas sentenças. Além desta existem outras prisões onde como disse um jovem ator injustamente encarcerado e solto após provar sua inocência “Existem muitos Vinícius,” mas ainda assim Raphael Braga ainda amarga uma pena da qual nem sabe o porque teve a sentença prolatada. 

      Deixei de acreditar totalmente na política e em seus mecanismos mas ainda acredito na juventude que muda de cara e põe isso à prova, dando esta mesma cara à tapa mesmo que as pancadas de quem os reprime doam muito mais. Acredito sim, que a história esteja sendo feita e que sua mutação é cotidiana, e para a melhor!!!!

      

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