Visões Literárias.

     Image Leio desde os oito anos de idade e descobri a importância dos livros de forma bastante peculiar. Apesar de nunca ter sido dado a amizades, os poucos camaradas que tinha liam demais e influenciado por eles introjetei-me no mundo das letras devorando os livros da Coleção-Vagalume inicialmente. Quando conheci as primeiras Bibliotecas Públicas me senti encantado com a diversidade de possibilidades que tinha nas mãos e confesso, sempre fui um apaixonado pelas letras e suas significações.

       Quando me iniciei com a escrita, alguns anos mais tarde, foi fazendo uso de pequenos diários para registrar meus principais pensamentos acerca do mundo que vim a descobrir de forma um tanto que tardia eu diria e após me formar Assistente Social tive que fazer uso ainda mais continuo dos diários de campo. Uma das coisas mais fantásticas que existe ao meu ver, é poder reavivar a memória contida nestes diários e ter a possibilidade não só de me reinventar como uma pessoa que lê o mundo a minha volta, mas de poder exercitar a escrita e todas as suas ferramentas.

       Há algum tempo, cerca de pouco mais de um ano, me descobri contista e cronista, algo que nem eu mesmo me imaginei realizando como pessoa. Ter a possibilidade de criar uma história como muitas que já li e que entendo despertar nos leitores sentimentos das mais diversas estirpes, me coloca uma série de pensamentos em ponto de ebulição, dentre eles, a crítica literária. Poucas pessoas tiveram a possibilidade de realizar análise em meus primeiros escritos, contidos num livro recém escrito e ainda não publicado intitulado “O Morador de Ipanema e outros Contos Cariocas”, no entanto tenho começado a aprender uma das principais coisas que permeia a vida de todo e qualquer artista: A crítica.

       Acredito que sejam estes artistas pintores, músicos, atores, escritores e etc, é necessário ter em mente que a possibilidade de julgamento de seu trabalho é algo latente e dentro de um quadro lógico de probabilidades, que gera incômodo e até causa transtornos, no entanto, sua falta também gera angústia, pois é um não retorno de algo que foi realizado com esmero. Ainda assim penso que é necessário ser muito mais do que autor, mas sim escritor, escrever para pôr para fora e ter um canal de exposição não só de pensamentos, mas de convicções acerca do mundo que nos cerca. Quando escrevemos temos que ter em mente que tal como fez menção Orwell “Todo julgamento literário consiste em fabricar um conjunto de normas para justificar um preferência istintiva”, ou seja, a crítica sempre consistirá agir dentro de uma preferência que não deve ser pelo escritor refutada ou discutida, mas somente repensada dentro de uma nova possibilidade de criação.

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